8 de março de 2016

"Será uma grande oportunidade de ser inspirado", diz Joseph Fiennes sobre o filme "Ressurreição"

Joseph Fiennes é Clavius no filme "Ressurreição". Foto: Divulgação.

O ator Joseph Fiennes comentou sobre seu personagem no filme “Ressurreição”, que será lançado no Brasil no dia 17 de março e elogiou a narração do Evangelho de Jesus Cristo por meio da ótica de um romano cético. Ele afirma que é a história de cada homem. "Acho que a mensagem chega às pessoas de forma individual. Se você é um crente, será uma grande oportunidade de ser inspirado em termos de continuar essa conversa de fé e o que isso significa para você. Se você não é um crente, existem outros tópicos, tais como o poder do perdão, redenção e uma segunda chance. Clavius recebe uma segunda chance em muitos aspectos”, disse Fiennes em entrevista ao site The Christian Post.

O longa conta a história épica da ressurreição de Jesus Cristo através dos olhos de um não-crente. Fiennes revelou que ele está em sua própria jornada espiritual e que está em constante mutação. Ele diz que o filme fornece uma plataforma segura para cada homem olhar para o relato do Evangelho através dos olhos de um cético.

"Eu amo a ideia de que meu personagem pode ser qualquer um dos homens, onde as pessoas penduram sua própria posição de fé sobre ele ou olham para essa conversa através dele. Aqui está um homem que testemunha em primeira mão a ressurreição e no dia seguinte ele diz a Pedro sobre sua jornada na Galileia. O personagem se questiona sobre possíveis ‘truques’. Será que ele tem um irmão gêmeo? Ele não pode desligar este ruído intelectual e acho que isso é verdade para muitos de nós. Eu acredito que o ruído, talvez exista como outra palavra. Talvez seja a dúvida e é algo que estamos todos sujeitos a ter", disse o ator.

Fiennes interpreta Clavius, um funcionário de Pôncio Pilatos na Roma antiga que está encarregado de encontrar o corpo de Jesus e de trazer a todos os seus discípulos à justiça depois da ressurreição. Fiennes elogiou a descrença de seu personagem e confessou que esse era o motivo pelo qual queria fazer o personagem.

"É uma bonita condição humana. A dúvida é para ser amada e querida e não ter medo de entender, eu acho", continuou ele. Fiennes disse que ficou intrigado com o papel por causa do diretor Kevin Reynolds. "Ele é um diretor que eu amo e admiro e é um veterano do cinema", comentou.

Para além da cruz

"A história de Cristo foi uma história contada para mim quando eu era muito jovem e me prendeu desde essa idade" admitiu o ator. "Eu amo a ideia de que temos de rever esta história, mas ela não acaba na cruz. Assim, muitos filmes terminam na cruz e a cruz é um lugar bastante pesado. Eu acho que o filme é corajoso e brilhante. Para terminar na cruz, fica triste e é ótimo que nós conseguimos ir além disso", relatou.

"Ressurreição” é cheio com cenas gráficas de morte e de combate. Fiennes admitiu que, mesmo depois de ver com seus próprios olhos, a ressurreição é uma realidade que não pode ser conciliada, o que para ele é o ponto de venda para aqueles que nunca podem aceitar plenamente o relato bíblico da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

O filme chega ao fim e Jesus está prestes a subir ao céu, ele dá a missão encontrada em Marcos 16:15: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura". Fiennes elogiou a manipulação do filme de conseguir o equilíbrio entre a escritura e cinema. "Não é muito revisionista e não é escola dominical. O filme é algo realmente grande. Tem sido uma jornada difícil, mas eu acho que chegamos lá", o ator concluiu.

Confira o trailer dublado


Confira nossa cobertura especial sobre o filme “Ressurreição

Por Karlos Aires (com informações do site The Christian Post)

Um comentário:

Karla P disse...

Fiennes interpreta Clavius, um funcionário de Pôncio Pilatos na Roma antiga que está encarregado de encontrar o corpo de Jesus e de trazer a todos os seus discípulos à justiça depois da ressurreição. O elenco do filme é Tom Felton, que recentemente apareceu no filme Risen, que é uma espécie de sequela do "Paixão de Cristo". Eu não sou um fã deste gênero de filme, mas eu gostei da perspectiva ateísta com uma estrutura narrativa realizada da maneira mais respeitosa, honesta e real. Vale a pena vê-lo como ele é uma adaptação do que acontece depois que Jesus ressuscita.